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Como saúde e bem-estar se relacionam com cidades inteligentes?

Você sente que tem tempo para caminhar, respirar um ar mais limpo e não viver estressado no trânsito? Se essas práticas estão presentes no seu cotidiano, s...

Como saúde e bem-estar se relacionam com cidades inteligentes?
Como saúde e bem-estar se relacionam com cidades inteligentes? (Foto: Reprodução)

Você sente que tem tempo para caminhar, respirar um ar mais limpo e não viver estressado no trânsito? Se essas práticas estão presentes no seu cotidiano, significa que o lugar onde você vive investe em bem-estar e saúde, que atualmente são considerados critérios para classificar se uma cidade pode ser considerada inteligente ou não. Muito associada a uma visão que envolve sensores, Wi-Fi na praça e semáforos que abrem sozinhos, as "smart cities’’ são aquelas que, sobretudo, proporcionam qualidade de vida aos seus cidadãos. É uma relação direta: pesquisas mostram que se a infraestrutura da cidade te prejudica, logo pode afetar a percepção de felicidade dos cidadãos. Dentre as cidades mais felizes do Brasil, três são do Paraná: Londrina, Maringá e Curitiba, que se destacam justamente pelas áreas verdes, mobilidade urbana e planejamento urbanístico. E essas necessidades já estão no radar de alguns gestores públicos Os desafios da OMS no radar das cidades Em 2025, São Gonçalo do Abaeté, no interior de Minas Gerais com cerca de 7,5 mil habitantes, foi reconhecida como a cidade mais inteligente do Brasil na premiação do Smart City Expo Curitiba Brazilian Awards após criar o conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB) na gestão do município. Levando em consideração critérios como governança, bem-estar psicológico, diversidade do meio ambiente, cultura e saúde, São Gonçalo do Abaeté criou o seu próprio indicador transformando a qualidade de vida em política pública. “Todas as verticais da zeladoria urbana influenciam diretamente no bem-estar e na capacidade de uma pessoa ser saudável”, informa Fernando Carbonieri, médico e fundador da Academia Médica. Médico Fernando Carbonieri. Divulgação/Arquivo Pessoal. E se antes a saúde das pessoas era ameaçada por doenças contagiosas, hoje o vilão é o estilo de vida, com a diabetes e problemas cardíacos dominando o cenário. Elas são responsáveis por 74% das mortes em todo o mundo, alerta a OMS (Organização Mundial da Saúde). A saúde global enfrenta gargalos que as cidades inteligentes podem ajudar a resolver. Segundo a OMS, a poluição do ar mata 7 milhões de pessoas por ano e as mesmas emissões que esquentam o planeta causam ataque cardíaco, derrame, câncer de pulmão e doenças respiratórias crônicas. O desafio para a próxima década é usar a tecnologia para: Limpar o ar: monitoramento para reduzir emissões. Combater o sedentarismo: criar rotas de deslocamento ativo integradas ao transporte público. Prevenção: usar dados para antecipar crises sanitárias e pandemias, como prevê o Acordo Pandêmico de 2025. SMART CITY EXPO CURITIBA 2026 Smart City Expo Curitiba 2025. Divulgação/Arquivo Pessoal Considerado um dos municípios mais inteligentes do mundo, Curitiba, no Paraná, vai sediar, entre os dias 25 e 27 de março, a 7ª edição do maior evento de cidades inteligentes das Américas, o Smart City Expo Curitiba. Com a trilha “Cidades para Pessoas e Espaços Públicos”, o evento pretende explorar como os espaços públicos podem ser projetados para as pessoas, promovendo inclusão social, acessibilidade, engajamento comunitário e qualidade de vida. O encontro também contará com dois side events - sessões mais exclusivas destinadas ao público Business com oportunidades de networking e aprofundamento do conteúdo, localizados no Piso 2. Um dos palcos será o Health Stage, voltado para saúde e irá trazer a relação entre cidades inteligentes, saúde e bem-estar: “Buscamos incluir a saúde na estratégia das cidades inteligentes”, ressalta Fernando. Para garantir o acesso a esse conteúdo compre o ingresso Business, disponível no site.

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