cover
Tocando Agora:

Megaoperação prende 55 suspeitos de jogos de azar e lavagem de dinheiro; dois vereadores do Paraná estão entre investigados

Operação contra jogos de azar cumpre mandados em cidades do Noroeste Pelo menos 55 pessoas foram presas suspeitas de envolvimento com jogos de azar e lavagem ...

Megaoperação prende 55 suspeitos de jogos de azar e lavagem de dinheiro; dois vereadores do Paraná estão entre investigados
Megaoperação prende 55 suspeitos de jogos de azar e lavagem de dinheiro; dois vereadores do Paraná estão entre investigados (Foto: Reprodução)

Operação contra jogos de azar cumpre mandados em cidades do Noroeste Pelo menos 55 pessoas foram presas suspeitas de envolvimento com jogos de azar e lavagem de dinheiro em uma megaoperação chefiada pela Polícia Civil (PC-PR), realizada entre terça-feira (7) e quarta-feira (8). A ação ocorre em 27 cidades de cinco estados. Entre os investigados estão o presidente da Câmara de Cianorte, Víctor Hugo Davanço (Podemos), e o vice-presidente da Câmara de Goioerê, Marcelo Gaúcho (PSD). Ambos foram presos preventivamente, mas a polícia não detalhou a função de cada um na organização criminosa. Segundo a investigação, os suspeitos movimentaram bilhões de reais durante cerca de três anos, por meio de mais de 500 mil operações financeiras. ✅ Siga o g1 Maringá e região no WhatsApp A defesa do vereador de Cianorte, Víctor Hugo Davanço, informou que não teve acesso aos autos e que os fatos serão esclarecidos, demonstrando a inocência dele. A Câmara de Cianorte disse que não recebeu notificação oficial sobre a prisão do presidente e afirmou que está à disposição para colaborar com a investigação. A defesa do vereador de Goioerê, Marcelo Gaúcho, também declarou não teve acesso aos autos e que pretende comprovar a inocência do cliente. A Câmara de Goioerê informou que não recebeu notificação oficial. O g1 procurou os partidos Podemos e PSD, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. À direita, Victor Hugo Davanço, presidente da câmara de Cianorte, à esquerda, Marcelo Gaúcho, vice-presidente da câmara de Goierê. Reprodução/Redes Sociais/Câmara de Goioerê Leia também: Irati: Agentes descobrem esquema de contrabando com 'batedores' usando internet por satélite Entenda fenômeno: Ciclone extratropical deve provocar tempestades no Paraná Castro: Motorista tenta atropelar fiéis em procissão no Paraná Megaoperação A megaoperação mobilizou mais de 330 policiais e contou com apoio de três aeronaves durante os dois dias. Ao todo, foram expedidas 371 ordens judiciais, sendo 85 mandados de prisão preventiva, 102 de busca e apreensão e 184 de bloqueio de contas bancárias, visando o sequestro de R$ 1,5 bilhão. A ação ocorreu nas seguintes cidades: Paraná: Campo Mourão; Sarandi; Maringá; Cianorte; Londrina; Terra Boa; Curitiba; Goioerê; Cascavel; Cidade Gaúcha; Engenheiro Beltrão; Sabáudia; Marechal Cândido Rondon; Paraíso do Norte; Loanda; Medianeira; Faxinal; Apucarana e Alvorada do Sul. São Paulo: Praia Grande e São Paulo. Goiás: Anápolis; Valparaíso de Goiás; Anápolis; Goiânia. Santa Catarina: Caçador. Pará: Castanhal. Entre os presos estão lideranças do grupo, vereadores e integrantes dos núcleos financeiro e operacional, segundo a polícia. Foram apreendidos 132 veículos, avaliados em mais de R$ 11 milhões, 111 imóveis, estimados em R$ 32,9 milhões, e mais de cem cabeças de gado, somando R$ 43,9 milhões. A polícia também retirou do ar 21 sites de apostas ilegais. Em Cianorte, no Noroeste paranaense, os agentes encontraram carros de luxo, máquinas caça-níqueis e dinheiro em espécie. O município era apontado como base do grupo responsável por movimentar recursos ilegais para diversas regiões do país, segundo o delegado Marcos Felipe. "Conseguimos identificar um dos locais usados para lavagem de dinheiro, uma lotérica que funcionava como mini cassino, ao lado de outra lotérica ligada a um dos investigados, considerado um dos líderes da organização", afirmou. Operação jogos de azar Paraná PCPR Investigação e identificação da organização criminosa Segundo a polícia, as investigações começaram há mais de três anos em Grandes Rios, no norte do Paraná. Foram analisados mais de 2,6 terabytes de dados e 520 mil operações financeiras, com 57 afastamentos de sigilo bancário e 62 de sigilo fiscal. A apuração revelou a estrutura de um conglomerado criminoso formado pela fusão de dois dos maiores grupos de jogos ilegais do país, um paranaense e outro goiano. O grupo utilizava fintechs e contas de “laranjas” para ocultar a origem dos recursos e movimentava milhões de reais em milhares de transações consecutivas. Os suspeitos exploravam múltiplas modalidades de jogos de azar, organizados em liderança, núcleo financeiro, suporte tecnológico e operacional. "Também evidenciou-se a criação de empresas de fachada e fictícias voltadas para ocultar os rendimentos ilegais e assim dar uma aparência de licitude aos valores obtidos de forma criminosa, integrando na economia formal valores obtidos”, afirma o delegado. Além da lavagem de dinheiro, a investigação identificou uma empresa de tecnologia voltada ao desenvolvimento de sistemas e plataformas online de jogos de azar. Técnicos trabalhavam diariamente na manutenção de sites e softwares que controlavam o jogo do bicho e outras modalidades em pelo menos 14 estados. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná. Veja mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

Fale Conosco